segunda-feira, outubro 25, 2004

19. CONSIDERANDOS...
Pergunta 1: E o que pensam os jornalistas sobre a polémica? É que, sinceramente, colocar políticos a falar sobre um assunto que não lhes diz directamente respeito começa a chatear.
Pergunta 2:Vale a pena insistir para que os jornalistas declarem a sua tendência política?

18. PENSAR. COMUNICAR.
Vila do Conde assistiu, este fim de semana, a um triste espectáculo no jantar de tomada de posse de Miguel Paiva como presidente concelhio do PSD. Perante uma plateia em que figurava Henrique Chaves, ministro-adjunto do Primeiro-Ministro, o tema da comunicação social bailou de forma quase inesperada – segundo informações que recolhi – mas começa a ser uma tema incontornável em Vila do Conde.
Miguel Paiva sabia para quem estava a falar e escolheu aquele local e aquela cerimónia porque sabia que seria ouvido. Como se compreende, não sei se é verdade aquilo que disse (de não ter sido entrevistado pelas rádios de Vila do Conde desde que foi eleito, a 11 de Setembro último) mas, para mim, esse nem é o factor mais importante.
Desde há muito que se discute a relação da política vilacondense com a imprensa local. Mas o debate é sempre feito de forma unilateral. Parece um contra-senso e, de facto, é. É aquilo que se chama “um debate surdo”. Ninguém se importa se a comunicação social é livre ou não. Não o é e toda a gente sabe. Quase que faz parte da mobília o facto de termos uma imprensa às cores.
Todos sabem tudo sobre a comunicação social, mas ninguém está verdadeiramente interessado naquilo que é a sua essência. Caso contrário ninguém a ousaria dominar. Vila do Conde perde imenso com tudo isto. Como jornalista, sinto mesmo pena daquilo que poderão pensar as pessoas daqui a 100 anos, por exemplo. Quando, nos arquivos encontrarem opiniões misturadas com factos, notícias cheias de vénias, ou contraditórias entre si, consoante o órgão de informação, só aí se verá o grau de irresponsabilidade e falta de credibilidade que, já hoje, caíram os órgãos de informação em Vila do Conde. Estou certamente a ser injusto se analisarmos a questão caso a caso, mas em traços globais aquilo que fica é uma informação débil porque sempre suspeita.Resta acreditar num futuro melhor para a comunicação social de Vila do Conde.

17. A COMUNICAÇÃO SOCIAL LOCAL SEGUNDO MÁRIO ALMEIDA
“...porque se ele soubesse como está a comunicação social em Vila do Conde não faria uma afirmação dessas. A comunicação social em Vila do Conde estará, provavelmente, ao nível do que acontece na generalidade dos municípios do país. todas as rádios e todos os jornais têm jornalistas que têm esta ou aquela opção e que por vezes podem efectivamente deixar-se influenciar por isso. Sso não quer dizer que não sejam pessoas isentas. Nos EUA, como sabemos, os grandes órgãos de informação já tomam clara posição sobre a matéria. Em Portugal isso ainda não acontece. Ora, em Vila do Conde, há vários jornais e os jornais têm claramente uma opção cada um, tem uma simpatia pelo tipo de actuação de cada uma das forças partidárias, que sempre aconteceu no passado. E as duas rádios: uma está ligada a uma cooperativa – do que eu sei tem mais de 100 cooperantes – e a outra foi adquirida por pessoas que nos devem merecer a maior consideração na medida em que são pessoas que estão à frente de instituições e das associações mais prestigiadas de Vila do Conde”.
Esta manhã, em resposta ao ministro adjunto do Primeiro-Ministro, Henrique Chaves, que também se pronunciou sobre o assunto. Ambas as declarações recolhidas pela Rádio Onda Viva, Póvoa de Varzim.

16. A COMUNICAÇÃO SOCIAL SEGUNDO MIGUEL PAIVA
“Temos ouvido nas últimas semanas a nossa oposição atacar o PSD de ser partido que quer cercear a liberdade de imprensa e que quer colocar entraves ao livre exercício da imprensa (...). pois, sr. Ministro, que o faz nomeadamente os nossos adversários do PS, são profundamente descarados ao fazê-lo, porque o fazem sem a mínima autoridade moral para o fazer. Senão, veja o caso do que acontece em Vila do Conde. Sabe como funciona a Comunicação Social em Vila do Conde? há duas rádios locais. Sabe quem domina as duas rádios locais? Uma tem 5 sócios que são 5 dirigentes e autarcas do PS e a outra é gerida por uma cooperativa em que fazem parte todos os militantes, autarcas e até familiares do presidente da Câmara. É esta a liberdade que existe na comunicação social.
Sabe quantas vezes me entrevistaram depois de eu ter sido eleito presidente da Concelhia? Nunca me entrevistaram. Não fizeram qualquer referência a este jantar. E é um jantar com largas centenas de pessoas.
(...)
Há um jornal em Vila do Conde que se chama “Jornal de Vila do Conde”. Esse jornal tem uma única e exclusiva função. Denegrir o PSD e propagandear o presidente da câmara. Numa das últimas edilões tinha 15 fotografias do presidente da Câmara. E é um jornal que quando pede aos seus assinantes para pagar as quotas – tenho aqui a carta de uma assinante do JVC – este jornal diz: “Poderá pagar as qotas na rua da Lapa, nº. 25 ou no Largo dos Artistas, nº. 15, por cinma da papelaria Adriano. Sabe, sr. Ministro, qual é o edifício? É a sede do Partido Socialista de Vila do Conde”.
Miguel Paiva a discursar durante a tomada de posse como presidente da concelhia do PSD de Vila do Conde por mais dois anos, dirigindo-se a Henrique Chaves.

15. A DISCUSSÃO DA COMUNICAÇÃO SOCIAL EM VILA DO CONDE

14. PERGUNTA 2
Os jornalistas devem aceitar que as viagens oficias sejam pagas pelas entidades em causa (Presidência da República, primeiro-ministro, Assembleia da República)?
Tenho esta questão na cabeça desde o Clube de Jornalistas de há duas semanas em que se discutiu a Cobertura das Viagens Oficiais. De facto, os três jornalistas presentes confessaram que nunca se sentiram inibidos a escrever o que quer que fosse pelo facto de a viagem ter sido paga. Mas, do ponto de vista do “pagador”, não é uma forma de controlar, quanto mais não seja, os movimentos do jornalista?
Depois há ainda a perspectiva da empresa de comunicação...

13. PERGUNTA 1
Quando um jornalista cobre um funeral, porque tem motivos noticiosos, deve dar destaque ao choro das pessoas?

12. SILOGISMO CARLOS CRUZ
Na entrevista de Carlos Cruz (ontem ao Público), são várias as referências à comunicação social: auto-regulação, opinião pública, tendencionalismo da comunicação social.
Sobre este ponto, Carlos Cruz apresenta alguns “factos” (dele), que não contexto, mas que, a terem acontecido só demonstra que em todo o processo Casa Pia não houve apenas jornalismo. Para o acto noticioso concorreram provavelmente outros factores. Não se compreende como Manuela Moura Guedes diz: “Entre os os presos e as crianças, a prioridade da TVI é defender as crianças”. Para além da afirmação revelar uma ingenuidade social, do ponto de vista do jornalismo ainda é mais grave. Primeiro, porque parte da ideia de que os jornalistas da TVI pensam todos dessa forma. Segundo, porque MMG não sabe a verdade toda, nem sabe se há crianças a mentir. E, terceiro, porque os jornalistas são jornalistas. Não juizes.
Carlos Cruz foca um aspecto que considero central na entrevista: a opinião pública. A consequência prática da vida de Carlos Cruz nestes últimos dois anos demonstra que a definção de opiniã pública é muito mais vasta que a preconizada por António Alçada Baptista quando diz que, “Aquilo a que chamam “opinião pública” consiste mais ou menos na importância de existir um público que tenha expressão pública”.
Vem isto a propósito a manifestação da vontade de Carlos Cruz em sair do país caso não seja condenado. E porquê? Permitam-me o silogismo:
Carlos Cruz sempre beneficiou da Opinião Pública
Opinião Pública fartou-se de Carlos Cruz
Logo, Carlos Cruz afasta-se da Opinião Pública.Porque Carlos Cruz sabe como ninguém que a Opinião Pública é mutável.

quarta-feira, outubro 20, 2004

11. CENTRAL EM ANDAMENTO
1.
Num Governo cada vez mais radical nas suas posições, as afirmações de Morais Sarmento são apenas mais uma peça de um puzzle que não se sabe muito bem quando terminará de ficar completo. Mais grave do que as declarações do Ministro da Presidência, é a noção de total impunidade. Senão vejamos: Rui Gomes da Silva tem o desplante de apontar os nomes dos órgãos de informação que mais criticam o Governo e ninguém parece muito importado com isso. A esta hora, se Santana Lopes fosse um verdadeiro Primeiro-Ministro já lhe tinha mostrado a porta de saída. Mas não: o coitadinho do Gomes da Silva – que não sai de casa sem pedir autorização aos pais - só disse o que disse porque Santana tinha conhecimento do que ele iria dizer e quais as repercussões.
Mas a melhor análise que ouvi alguém proferir acerca deste caso foi a Pacheco Pereira. Disse o também blogger que sempre houve interferências, mas lançava um desafio a José Sócrates para abdicar desse poder quando fosse PM. Aguarda-se a resposta do socialista.
2. A RTP foi sempre sujeita a este tipo de controlos. Quer seja ao nível da programação – porque foi a isso que Morais Sarmento se referiu – quer seja a nível da informação – como confirma a notícia do Expresso, baseada, segundo sei, numa fonte oficial.
Desde há alguns anos a esta parte pensava-se que o grande problema da comunicação social era de índole económica: a problemática da concentração de títulos, o pouco transparente processo de acumulação de meios de informação, a tendência para o sensacionalismo e para o interesse do público em detrimento do interesse público.
Porém, desde há duas semanas que se tem percebido que, apesar de tudo, há que contar – e muito – com o poder político.

terça-feira, outubro 12, 2004

10. EXPLICAÇÃO DA RTP VERSUS GABINETE DO PM
Escreve hoje o JN, na última página, que a razão apresentada por José Rodrigues dos Santos para não transmitir em directo a comunicação ao país de Santana Lopes prende-se com o facto de “o Telejornal é um espaço de notícias que exige sempre tratamento jornalístico”. Esta é uma posição com a qual estou de acordo. Santana Lopes é primeiro-ministro mas não pode querer que os meios de comunicação façam aquilo que ele pretende.
O que é estranho é a posição do Gabinete do PM sobre o mesmo assunto. Diz o Jornal de Notícias que “o gabinete do primeiro-ministro desculpou a exibição tardia na RTP por motivos de ordem técnica”.Para além da evidente falta de coordenação entre as duas entidades (que não tem de haver...), há aqui perguntas que têm de ser feitas. Desde logo, qual dos dois tem razão? Uma declaração que está a ser preparada há dias e depois acontecem problemas técnicos que impedem a divulgação total da comunicação? O Gabinete do PM controla as emissões da RTP e as causas para supostos falhanços na informação?

9. CONTINUA MARCELO...
Mais duas ramificações do caso Marcelo Rebelo de Sousa tomam hoje a agenda mediática. A primeira tem a ver com o facto de Miguel Sousa Tavares continuar a usar do espaço concedido na TVI para os seus comentários à terça-feira. Tavares justifica a opção com a ideia de que se abandonasse o lugar era um favor que fazia ao Governo.
A outra é mais intensa e preocupante.
Pelos vistos, o antigo director de um jornal local da Figueira da Foz (“A Linha do Oeste”) ter vindo dizer que sofreu pressões directas de Santana Lopes aquando a sua passagem política pela cidade. O jornal já não existe, alegadamente por faltar suporte económico para o manter. António Tavares, assim se chama o lesado, vem agora criticar o actual primeiro-ministro de mentir quando diz nunca ter exercido pressões sobre órgãos de informação.

À luz de acontecimentos recentes, a noticiabilidade da versão de António Tavares faz todo o sentido. Mas, se o então director quisesse falar aos órgãos de informação nacionais sobre o caso, quando ele aconteceu, eles estariam prontos a receber e trabalhar essa informação? A questão aqui tem mais a ver com a situação concreta e não com a personalidade de Santana Lopes. Por outras palavras. Na época em que esteve na Figueira, Santana Lopes já era bastante conhecido e uma figura de primeira linha do PSD. Se o caso fosse divulgado – como acredito que foi – ele nunca atingiria as proporções que hoje tem porque, à época, não havia um caso – Marcelo – em pleno debate.

domingo, outubro 10, 2004

8. O QUE DIZ FURTADO
Joaquim Furtado publica hoje um texto no Público sobre o caso Marcelo. É certo que o tema não é apresentado como sendo uma competência directa de um provedor do leitor (e só por isso não tem o rótulo de brilhante) mas do ponto de vista académico-jornalístico é muito bom.
E o que diz Furtado? Chamou-me a atenção, em dois momentos do artigo, a problemática da liberdade de expressão.

“Que, em termos gerais e consoante a sua orientação, os órgãos de informação se preocupem em procurar equilíbrios e diversidade de opiniões, e que os de serviço público o façam por maioria de razão, é algo que não pode ser confundido com o que está em discussão. tentar impor - por analogia absurda com a obrigatoriedade de, sobre factos, contemplar a verdade de cada uma das partes - o dever de, a cada opinião expendida, contrapor as opiniões contrárias é incorrer numa óbvia tentativa de limitação do direito de liberdade de expressão.

(...)

"Sendo que, neste caso, as alegadas e comentadas ambições do comentador são secundárias face à envergadura do que se discute. e sobre o que - pressões políticas, interesses económicos - pouco se sabe. ironicamente, aqueles que estão no centro deste debate à volta da liberdade de expressão são os que menos a querem usar agora para contar o que verdadeiramente se passou..."

sexta-feira, outubro 08, 2004

7. A ESCOLA MAGAZINE
Como se pode compreender que o único espaço noticioso cultural da televisão pública portuguesa – o Magazine – tenha ignorado a atribuição de um Prémio Nobel da Literatura?
O Magazine está dividido em categorias. A cada dia da semana está destinada uma categoria. Ontem foi a vez de cinema e hoje o tema central são os livros. Ora, há uma réstia de esperança em que o assunto Nobel seja tratado esta noite.
Anabela Mota Ribeiro não gosta de comparações. Mas o certo é que o Acontece nunca ignoraria um assunto tão importante como este. Isto só revela má preparação jornalística e, no limite, despreocupação com aquilo que os telespectadores esperam. Não se trata de criticar o serviço público que toda a gente neste país critica. Trata-se de um assunto de máxima actualidade para um qualquer programa televisivo do género, em todo o mundo. Só o Magazine acha que não tem de seguir os critérios noticiosos.Está-se a criar “escola” no jornalismo cultural.

quinta-feira, outubro 07, 2004

6. TELEVISÕES
As televisões muito raramente falam umas das outras. Apenas o fazem quando não o podem evitar. É como se os jornalistas da RTP e da SIC não soubessem que Marcelo Rebelo de Sousa tem uma coluna televisiva semanal na TVI.

5. ANTENA 3 CONTRATA

O humorista Nuno Markl é a aposta da Antena 3 para as manhãs da estação. Quem costumava ouvir O Homem que Morreu o Cão na Best Rock FM já deve ter reparado que há mais de um mês que só há repetições do programa. Não sei se Pedro Ribeiro o acompanhará mas tudo indica que sim.

4. RESPONSABILIDADE DOS ESTAGIÁRIOS NUMA REDACÇÃO
Já respondi à questão colocada neste blog mas não considero a discussão terminada.
Eu compreendo a posição de João Paulo Meneses. Mas, para início de debate, não é um pouco voz do professor a falar? JPM tem uma longa história no jornalismo. Não foi o curso que lhe ensinou a escrever para rádio, para imprensa ou para televisão (se estiver enganado, corrija-me, mas não acredito). Foi a experiência. Foi a errar. Para o jornalismo é mau, e isso eu concordo. Mas se eu não vir o meu trabalho recompensado com a edição, então quando sei que estarei preparado? Porque a questão também se põe do lado da imaturidade jornalística: quando é que ela se perde? No final dos três meses de estágio? Ao fim de um ano? Quem é o editor que, realmente se preocupa com os estagiários? Não conheço, como é óbvio todos os locais onde poderia realizar estágios, mas pelos sítios por onde passei, só num deles havia uma acompanhamento e nem sequer era por um editor...
Acredito fielmente que a preocupação de JPM seja com o jornalismo. Acredito mesmo, não estou a fazer ironia. Arrepia-me ver maus trabalhos, maus textos. Mas, a meu ver, mais preocupante é quando os estagiários não são acompanhados devidamente. Aí reside o problema. É que, na maioria das vezes, os estagiários são empurrados - é o termo - para o terreno sem preparação, sem cálculo.
Para usar uma expressão que muito diz a JPM, seria muito proveitoso para o jornalismo se cada estagiário tivesse o killer instinct, não? Mas isso não é possível. E como as redacções não controlam o tempo, o estagiário publica. E publica porque antes e durante a execução do trabalho ninguém tem paciência para ver se está correcto ou errado.

quarta-feira, outubro 06, 2004

3. SIC DOZE ANOS
A SIC celebra hoje o 12º aniversário. Num balanço à informação da estação, pode quase afirmar-se que, a espaços, a estação consegue ter a melhor informação, num registo que, na grande maioria das vezes, se abstém de se refugiar no sensacionalismo. E essa é sempre uma vantagem a médio prazo. Haver esse reconhecimento é a maior vitória da SIC. Por algum motivo, a SIC Notícias é a mais vista no cabo. Muito interessante a entrevista ao Jornal de Notícias da actual cara da informação da SIC, Rodrigo Guedes de Carvalho, principalmente no capítulo do sensacionalismo. Infelizmente, só está disponível no site a segunda parte da entrevista com o jornalista.

2. O GOVERNO, A TVI E MARCELO
Não é só a televisão que por si só tem o poder de decidir. Rui Gomes da Silva deveria perceber isso, antes de proferir aquelas afirmações. Marcelo tem uma imagem que, nos dias de hoje, mercê da visibilidade, vai muito mais além dos comentários semanais. Hoje as pessoas sabem que Marcelo é professor universitário, que dorme pouco, que é divorciado, etc., etc. E é um político hábil em comunicar. Aos olhos da mediatização, quem é Rui Gomes da Silva? É Ministro, sim, mas isso não lhe confere nenhuma garantia.
Rui Gomes da Silva não devia ter dito o que disse, pela simples razão de que qualquer pessoa pode dizer o que bem entende. Chama-se a isso liberdade de expressão. O Governo pode – e deve – contestar o que não ache correcto que digam a seu respeito. Mas daí a pretender silenciar um comentador, é um grave erro.
Se for realmente verdade que Marcelo Rebelo de Sousa sai por vontade própria, então para quê a justificação da TVI em dizer que o professor teve, durante 4 anos, toda a liberdade para se exprimir sobre tudo e mais alguma coisa? Algo não bate certo.
Se há uma pressão do Governo em relação à TVI no sentido de expulsar Marcelo, então temos ainda outra questão: Quanto vale Marcelo nas contas dos accionistas da televisão?
As acções da empresa fecharam a descer 0,41% para os 4,88 euros.